1 de julho de 2012

Pequenos Contos

O Quarto dos Olhos Vermelhos (terror)
Um homem chamado Carlos estava viajando de carro e, como já estava tarde, queria se hospedar em um hotel para passar a noite. Após algum tempo de procura na estrada não muito movimentada, achou um hotel simples e resolveu se hospedar lá. Quando chegou, ele perguntou ao recepcionista se havia um quarto vago para passar a noite, e o homem disse:
 - Temos o quarto 667, mas só lhe darei as chaves se o senhor prometer que não vai olhar no quarto ao lado, o 666.
Carlos estranhou, mas respondeu:
- Eu prometo, só quero uma noite aqui e nada mais.
Então, o camareiro subiu com Carlos para lhe mostrar seu quarto. Quando já estava muito bem hospedado, ouviu algumas batidas estranhas e um choro baixo no quarto ao lado (aquele em que era extremamente proibido de se olhar). Curioso demais para respeitar as regras ditas, Carlos resolveu olhar pela fechadura da porta. Ao olhar, ele viu uma moça pálida de cabelos compridos e bem pretos usando um vestido branco, que chorava olhando para a parede em um estado de transe. Vendo que não havia nada aparentemente demais, ele voltou para o quarto e dormiu.
Acordou de manhã, desceu para tomar café e voltou para o quarto para arrumar suas coisas e finalmente ir embora. Entretanto, quando ouviu novamente aquelas batidinhas, ele não pensou duas vezes e foi olhar pela fechadura mais uma vez. Ao espiar, a única coisa que Carlos viu foi tudo vermelho, como se houvesse uma parede na frente da porta e nada além disso, e resolveu ir perguntar o que tinha naquele misterioso quarto.
- Com licença, recepcionista, poderia me dizer o que existe dentro do quarto 666?
O recepcionista assustado, diz:
- O senhor olhou lá?
Carlos:
- Sim, mas apenas porque fiquei preocupado com o choro e as batidas! Portanto, me diga o que existe lá dentro!
O recepcionista respira fundo e conta:
- Há uns 3 anos atrás, aconteceu um crime naquele quarto. Uma moça recém-casada foi morta enforcada pelo seu marido, e o espírito dela permaneceu por lá, acredito que em choque. Ela nunca nos fez mal algum, nunca saiu do quarto, mas resolvemos deixá-lo só para ela. O mais estranho, na verdade... é que o olho dela é vermelho.

Leia Com o Coração (drama)
Dois irmãos brincavam juntos de bolinha de gude, Júlio disse ao irmão mais velho:
- Ricardo, te amo muito e não quero nunca ter que me separar de você.
Ele, sem dar muita importância, respondeu:
- O que deu em você, guri? Que conversa boba é essa de amar? Quer prestar atenção no jogo?!
Jogaram a tarde inteira até o anoitecer. O pai, Jacé, chegou do trabalho exausto e muito mal-humorado, pois não conseguiu fechar um negócio importante. Ao entrar, Jacé olhou para Júlio, que sorriu e disse:
- Oi papai, eu te amo muito e não quero nunca ter que me separar de você.
- Júlio, estou exausto e nervoso, por isso não me venha com besteiras.
Chateado com as palavras ásperas do pai, Júlio ficou magoado e foi chorar no cantinho do quarto. Dona Joana, sentindo falta do filho, foi procurá-lo pela casa e o achou no quarto chorando.
- Por que choras, filho?
- Mamãe, eu te amo e não quero nunca ter que me separar de você.
- Meu amado filho, ficaremos sempre juntos.
Júlio deu um beijo na mãe e foi se deitar. No quarto do casal, ambos se preparando para dormir, dona Joana pergunta para o marido:
- Jacé, Júlio está meio estranho hoje, né?
- Esse guri só esta querendo chamar atenção.
Então todos foram dormir. As duas da manhã, Júlio se levanta e vai ao quarto do irmão, observando-o dormir. Ricardo acorda com a claridade e reclama:
- Seu louco, apaga essa luz e me deixa dormir!
Obedeceu seu irmão e foi ao quarto dos pais. Acendeu a luz e os ficou observando dormir. Porém, Jacé acorda e pergunta:
- O que foi, Júlio?
- Nada...
- Então apaga essa luz e vai dormir, seu doente!
Obedeceu ao pai e foi dormir. Na manhã seguinte, todos se levantaram cedo como de costume, menos Júlio. Jacé entra irritado no quarto de Júlio e fala:
- Levanta logo, Júlio!
E nada. Jacé arranca as cobertas furioso e descobre que Júlio estava pálido e gelado. Assustado, chama dona Joana e Ricardo. Júlio estava morto e sem qualquer motivo aparente. Todos ficaram em choque e lágrimas saem dos olhos de Jacé. Ricardo nota, então, que nas mãos de Júlio tinha um papelzinho amassado com uma mensagem.
"Noite passada Deus veio falar comigo através de um sonho, disse que apesar de amar minha família e ela me amar, teríamos que nos separar. Não sei o que vai acontecer, mas estou com medo e queria que ficasse claro:
Ricardo, não tenha medo de amar seu irmão.
Mãe, você é a melhor mãe do mundo.
Pai, você trabalha tanto que se esqueceu de viver.
Amo todos vocês!"

2 comentários:

  1. Larah já seguindo, rsrsrs

    Sabe o que vejo nesse texto? A curiosidade nem sempre é bem vinda em algumas horas, rsrsr

    Agradecida pelo carinho, estou bem melhor.
    Desejo uma semana maravilhosa!!
    Beijinhos de laranja.
    Lua.

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  2. Que bom que você está melhor! Ficar com gripe é ruim mesmo! Sobre o texto, pois é, se a curiosidade matasse... Acho que o mundo teria menos que a metade de população do que tem hoje!
    Bjs, Larah

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